O Ministério Público do Maranhão tem a obrigação de investigar a “farra” das diárias pagas pela Câmara Municipal de Presidente Dutra com dinheiro público, não para todos, mas para um “grupo restrito de vereadores” e ao próprio presidente da casa Ricardo Lucena com o pretexto de “realizar diligências e outras atividades em São Luis,” , mas, segundo adversários de Ricardo Lucena, as tais “diligências“, na verdade teria sido uma desculpa para que um seleto grupo de vereadores fosse “turistar” na capital maranhense. E o que é pior: Não há nenhum documento anexo no Portal da Transparência da Câmara que comprove gastos tão desnecessários.

As diárias pagas ao tal grupo seleto de vereadores de Presidente Dutra só no ano de 2024, mostram que estes parlamentares supostamente trabalharam boa parte do ano em São Luís e não na sede do poder legislativo municipal, local onde são realizadas as sessões do parlamento e onde deveriam, de fato, trabalhar, já que foram eleitos para isto. Uma pequena parte desse valor destinou-se ao pagamento de diárias a quatro assessores da presidência que teriam viajado à capital do estado a serviço, mas também sem documentação comprobatória.

De acordo com a legislação em vigor, as diárias destinam-se a indenizar o agente ou o servidor público, eventualmente, pelas despesas extraordinárias com hospedagem, alimentação e locomoção durante seu deslocamento, sempre a serviço da administração pública ou do órgão ao qual faça parte.

Assim, somente o funcionário público que se ausentar justificadamente e em decorrência do interesse público terá direito ao pagamento de diárias, fato que não condiz com a realidade da Câmara Municipal de Presidente Dutra, cuja gestão de Ricardo Lucena, desembolsou uma grande parte da quantia de R$ 47.670,00 (Quarenta e sete mil seiscentos e setenta reais) para que seus amigos e vereadores mais leais se deslocassem para a capital do estado, não a serviço do poder legislativo, mas, supostamente por interesse próprio.

Só para se ter uma ideia do tamanho da “farra” com o dinheiro público, um único vereador recebeu só no ano de 2024 exatos R$ 6.330,00 (Seis mil trezentos e trinta reais) para que pudesse exercer suas funções parlamentares fora de Presidente Dutra com justificativas das mais estapafúrdias que possam existir.

Pergunta não ofende: Mas as sessões ordinárias não são realizadas lá no prédio da Câmara Municipal que fica no bairro Tarumã? Então, qual a necessidade de um vereador se deslocar para São Luís tantas vezes com diárias pagas pelos cofres públicos, se o local de trabalho deles é em Presidente Dutra?

O que dizem os Órgãos de Controle

Todos os órgãos de controle, notadamente o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, determina que, “o servidor público ou parlamentar que receber diárias deverá prestar contas do valor recebido com o relatório de viagem constando, além da agenda realizada, relato detalhado das atividades desenvolvidas e o plano de trabalho resultante da missão que o levou a outra cidade.”

“Também, deverá o servidor público que percebeu as diárias, apresentar os documentos detalhados com o objetivo das viagens realizadas a serviço, a exemplo de atas de reunião, certificado de participação ou presença.”

“Entretanto, é imprescindível que haja decreto do poder público seja federal, estadual ou municipal regulamentado a concessão de diárias, sob pena do servidor que recebeu indevidamente ou sem amparo legal o dinheiro para seu deslocamento ter que devolver tudo o que fora recebido.”

Com a palavra o Ministério Público que deverá colocar sua lupa sob tanto dinheiro pago a título de diárias e a Câmara Municipal que tem a obrigação, em obediência aos princípios da moralidade, da publicidade e da legalidade, conferir maior transparência nos processos de pagamentos das volumosas diárias.

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) está cotado para assumir o Ministério das Comunicações no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio oficial pode acontecer a qualquer momento, segundo informações de fontes próximas ao Palácio do Planalto.

Na eleição de 2022, Pedro Lucas foi votado em Presidente Dutra com o apoio do vereador Franklin Torres, conquistando 897 votos na cidade. Agora, sua possível ascensão ao ministério coloca em discussão seu legado como parlamentar e como sua atuação impactará a região.

O União Brasil busca rapidamente um nome para assumir a pasta após a saída de Jucelino Filho, que deixou o cargo na tarde desta terça-feira (08/04). Pedro Lucas Fernandes surge como o favorito dentro do partido, mas sua nomeação ainda depende de aval presidencial.

Enquanto isso, em Presidente Dutra, a expectativa é saber como o deputado – que teve uma atuação considerada discreta no Congresso – se comportará como ministro e se trará benefícios para o município.

Com a possível ida de Pedro Lucas para o ministério, a pergunta que fica é: sua gestão trará resultados para a cidade que o ajudou se eleger? Até agora, como deputado federal, sua presença atuação em Presidente Dutra é praticamente nula, zero, levantando-se em conta suas demandas para o município.

O vereador Franklin Torres, que foi um dos principais apoiadores de sua campanha, terá um aliado no governo federal, mas será preciso acompanhar se essa influência se traduzirá em ações concretas para Presidente Dutra. É aguarda para conferir depois.

FOTOS DE NARDONE SOUSA

Na manhã desta terça-feira, 08 de abril de 2025, a Prefeitura Municipal de Presidente Dutra, sob a administração do prefeito Raimundinho da Audiolar, entregou as novas instalações da Escola Municipal Jaime Ferreira de Araújo, localizada no povoado Calumbi. O evento foi bastante concorrido e contou com a presença de professores, alunos, pais, secretários municipais, vereadores e lideranças políticas, que festejaram mais um importante avanço para a educação do município.

Diego Mota Belém – Secretário Municipal de Educação de Presidente Dutra/MA

Reforma e ampliação: Mais conforto e estrutura

De acordo com o secretário municipal de Educação, Diego Mota Belém, a escola passou por uma grande reconstrução e ampliação. Antes com 6 salas de aula, todas foram expandidas para atender ao padrão do MEC (6m x 8m), e a estrutura ganhou mais duas novas salas, totalizando 8 ambientes de aprendizagem modernos e climatizados.

Além disso, a escola agora conta com:

✔ Sala dos professores com banheiro privativo

✔ Nova cozinha  

✔ Nova diretoria  

✔ Quadra do povoado revitalizada (localizada próximo à escola)

Outro destaque foi a substituição das lousas tradicionais por lousas de vidro, seguindo o padrão já adotado em toda a rede municipal, garantindo mais tecnologia e praticidade para alunos e educadores.

Impacto na Comunidade e Retorno do EJA

Com todas essas melhorias, a Escola Jaime Ferreira de Araújo se tornou ainda mais atrativa, inclusive para os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) noturna, que havia sido encerrada no ano passado e agora retoma suas atividades. Atualmente, a escola possui 336 alunos matriculados nos três turnos, reforçando o compromisso da gestão com uma educação inclusiva e de qualidade.

Prefeito Raimundinho da Audiolar destaca investimentos na educação

Durante a solenidade de inaguração da nova escola, o prefeito Raimundinho da Audiolar expressou sua satisfação em contribuir para o desenvolvimento da educação no município:

“Essa é só mais uma escola que estamos entregando para a população, construída com recursos da educação que estão sendo aplicados corretamente. Todas as nossas escolas estão sendo reconstruídas seguindo os mais rígidos padrões do Ministério da Educação, com a responsabilidade de oferecer um ensino de qualidade para nossos estudantes e professores.”

Durante o evento, professores, pais e lideranças locais parabenizaram a gestão Raimundinho da Audiolar por mais uma obra concluída, destacando o conforto, a modernidade e a estrutura adequada que a nova escola oferece. Ainda de acordo com Diego Mota Belém, “a reforma não só melhora o ambiente escolar, mas também fortalece o processo de ensino-aprendizado, beneficiando toda a comunidade do povoado Calumbi e região”, conclui o secretário de educação.

Raimundinho concluiu dizendo que, “a Prefeitura de Presidente Dutra reafirma, assim, seu compromisso com a educação pública do município, investindo em infraestrutura e garantindo melhores condições para alunos e profissionais da rede municipal de ensino”.

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O ministro das Comunicações Juscelino Filho decidiu pedir demissão após a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentar denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal) acusação de corrupção passiva e outros crimes quando ele ainda era deputado.

O que aconteceu

Foi apurado que o ministro já teria conversado com Lula e com o partido e quer se dedicar a sua defesa. Ele deve redigir uma carta e divulgá-la ainda hoje. A vaga do ministério deve seguir com o União Brasil —no momento, o partido pretende indicar Pedro Lucas Fernandes, líder da sigla na Câmara.

Foi a primeira acusação apresentada pela atual gestão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra um integrante do primeiro escalão do atual governo. A denúncia foi remetida ao gabinete do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do caso.

Agora, cabe a Dino intimar a defesa do ministro e dos demais acusados para apresentar uma resposta à acusação. Depois disso, Dino pode solicitar uma data à Primeira Turma do STF para julgar o recebimento da denúncia. Caso os ministros acolham a abertura da ação penal, Juscelino Filho se torna réu no processo.

Defesa de Juscelino disse não ter sido notificado da denúncia. Em nota, a defesa de Juscelino afirma que “essa é a melhor oportunidade para se colocar um fim definitivo a essa maratona de factoides que vem se arrastando por quase três anos, com a palavra final da instância máxima do Poder Judiciário nacional”, o STF.

“Como deputado federal, no mandato anterior, Juscelino Filho limitou-se a indicar emendas parlamentares para custear a realização de obras em benefício da população. Os processos de licitação, execução e fiscalização dessas obras são de competência exclusiva do Poder Executivo, não sendo responsabilidade do parlamentar que indicou os recursos.”
Juscelino Filho

Denúncia oferecida não implica em culpa, “nem pode servir de instrumento para o MP pautar o país”, afirmou a defesa. “O julgamento cabe ao STF, em quem Juscelino Filho confia que rejeitará a peça acusatória diante da sua manifesta ausência de provas”.

PGR aponta propina em obras

Juscelino enviou emendas parlamentares para a prefeitura comandada pela irmã e recebeu propinas em troca. A PGR aponta que, no exercício do cargo de deputado federal, Juscelino enviou emendas parlamentares para a Prefeitura de Vitorino Freire (MA), que era comandada por sua irmã Luanna Rezende, e recebeu propina pelas obras executadas. Parte dos recursos foi repassada à prefeitura por meio da estatal Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

Polícia Federal detectou que houve fraude nas licitações para pavimentação asfáltica da prefeitura com o objetivo de entregar as obras ao empresário Eduardo José Costa Barros. Em troca, de acordo com o relatório, o empresário teria feito pagamentos de propina a Juscelino por meio de laranjas.

Reportagens publicadas em 2023 pelo jornal O Estado de São Paulo mostraram que Juscelino Filho manejou ao menos R$ 50 milhões do orçamento secreto. Desse total, enviou R$ 5 milhões, em 2020, para Vitorino Freire asfaltar uma estrada que passava em frente a fazendas dele e da família.

Em fevereiro de 2022, a prefeitura contratou a empresa Construservice para fazer a obra. Segundo a PF, a companhia tem “Eduardo DP”, também conhecido como “Eduardo Imperador” como verdadeiro dono.

A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre o caso em junho do ano passado. O material foi então enviado à PGR para análise das provas. A equipe de Paulo Gonet pediu para a PF complementar as informações e aprofundou a análise. Com os novos elementos, a PGR decidiu que havia elementos para a apresentação da denúncia contra o ministro.

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Fonte: UOL

247 – A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), por suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares, destaca o jornal O Globo. As acusações referem-se ao período em que ele exercia o mandato de deputado federal.

Cabe agora ao STF decidir se aceita a denúncia e torna o ministro réu. O relator do caso é o ministro Flávio Dino. Esta é a primeira denúncia da PGR contra um integrante do primeiro escalão do governo Lula neste novo mandato.

A investigação tem como foco a destinação de recursos públicos para obras de pavimentação em Vitorino Freire (MA), cidade administrada à época pela irmã do ministro, Luanna Rezende. Ela chegou a ser afastada do cargo durante o avanço das apurações, mas reassumiu a função por decisão do próprio STF.

O ministro Juscelino Filho foi formalmente indiciado pela Polícia Federal em junho de 2023 pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ao comentar o indiciamento, ele classificou a ação como “política” e negou qualquer envolvimento em irregularidades. Segundo sua nota oficial, “apenas indicou emendas parlamentares para custear obras”, ressaltando que “a licitação, realização e fiscalização dessas obras são de responsabilidade do Poder Executivo e dos demais órgãos competentes”.

Ainda de acordo com sua defesa, “a investigação revira fatos antigos e que sequer são de minha responsabilidade enquanto parlamentar”. Para o ministro, o indiciamento se baseia em uma apuração “que distorceu premissas, ignorou fatos e sequer ouviu a defesa sobre o escopo do inquérito”.

Dentro do governo, a denúncia é vista com preocupação. Auxiliares próximos avaliam que, caso a acusação avance, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá se ver pressionado a afastar Juscelino para conter danos políticos.

Em declarações feitas no início de 2024, Lula demonstrou cautela ao lidar com o caso, afirmando que o ministro teria o direito de se defender. No entanto, foi claro sobre as consequências de uma denúncia formal: “O que eu disse para ele: só você sabe a verdade. Se o procurador indiciar (denunciar), você sabe que tem que mudar de posição. Enquanto não houver indiciamento (denúncia), ele fica como ministro. Se houver indiciamento (denúncia), ele será afastado”.

Ronaldo Vieira, (pai do prefeito Ronaldo Vieira Júnior) – Secretário Municipal de Administração e Finanças e prefeito de fato de São José dos Basílios/MA.

Os espaços públicos de São José dos Basílios parecem ter um novo “dono”: Ronaldo Vieira. Não se trata do prefeito, mas de seu pai, que age como se fosse o verdadeiro gestor da cidade — chegando ao ponto de cobrar taxas abusivas de quem ousa ocupar qualquer área pública, seja na zona urbana ou rural.

As últimas vítimas dessa arbitrariedade de Ronaldo Pai, foram os feirantes que, todas as sextas-feiras, montam suas barracas em uma pequena rua ao lado da praça central. A feira reúne principalmente comerciantes de cidades vizinhas, que vendem tecidos, roupas, utensílios domésticos e outros produtos. De São José dos Basílios, apenas os verdureiros participam.

Na semana passada, Ronaldo Vieira — pai do prefeito Ronaldo Vieira Júnior e a figura que realmente manda é desmanda na prefeitura — decidiu abocanhar parte dos lucros dos feirantes, impondo uma taxa exorbitante pelo uso do espaço público. Uma medida que muitos consideram injusta e até mesmo cruel, já que afeta trabalhadores que dependem da feira para sustentar suas famílias.

No último dia 28 de março, o todo poderoso Ronaldo Vieira ordenou que Jadson Cavalcante, chefe do departamento de tributos da prefeitura (Foto acima), medisse os espaços ocupados pelos feirantes para poder cobrar uma taxa mensal de R$ 2.000,00 (dois mil reais) por barraca — ou R$ 500,00 (quinhentos reais) por semana, independentemente do tamanho do negócio. A decisão, vista como abusiva e desumana, gerou revolta imediata. Em poucas horas, o assunto se espalhou como pólvora nas redes sociais e grupos de mensagens, transformando Ronaldo Vieira Pai na pessoa mais odiada da cidade.

O Blog de Adonias Soares apurou que um comerciante de tecidos de Dom Pedro deixou São José dos Basílios indignado com o valor cobrado. Ele, que inclusive fornece o tecido para os uniformes dos alunos da Escola João Figueiredo, considerou a taxa um absurdo.

As consequências não demoraram a aparecer. Na última sexta-feira (4 de abril), apenas três feirantes montaram barraca, e as vendas foram praticamente nulas. A medida não só prejudicou os vendedores, mas também causou transtornos aos compradores e um grande prejuízo à economia local, já que o comércio ficou paralisado por conta da atitude autoritária de Ronaldo Vieira Pai.

Quem acompanha a política de São José dos Basílios não tem dúvidas: o verdadeiro poder na prefeitura está nas mãos do secretário municipal de administração e finanças, Ronaldo Vieira Pai. Ao prefeito Ronaldo Vieira Júnior, resta apenas obedecer e permanecer em silêncio.

Não à toa, que alguns moradores, em tom de ironia, já começaram a chamar o prefeito Ronaldo Vieira Júnior de “Rei da Inglaterra” — aquele que reina, mas não governa.

O Blog de Adonias Soares tentou entrar em contato com os envolvidos na matéria mas não obteve retorno. O espaço está aberto.

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