Por Marco Aurélio Gonzaga Santos

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Por volta de 1915 uma gleba de mata virgem pertencente ao Município de Codó iniciou a povoação de lavradores de outras plagas do Maranhão e homens e mulheres, especialmente do Ceará, Piauí e Pernambuco em busca dos campos verdes do Maranhão e fugindo da seca de que nos fala Raquel de Queiroz no seu clássico “O Quinze”, publicado em 1915. A população da sede Codó desde o início não se interessava muito pelo povoado, era como uma Fazenda distante com a qual não se deveria perder muito tempo nem recursos públicos, de modo que a influência da sede na povoação da Mata Velha foi modesta, e quando muito enviou algum capataz ou mesmo algum camumbembe como olheiro. Aa vida na Mata corria por conta da própria sorte, e desde os primórdios foi uma colônia de lavradores, pequenos produtores e comerciantes que vinha movidos por oportunidades e no faro das terras férteis e propícia a uma grande produção de arroz, milho e algodão, que depois se verificou e produziu muita riqueza.
Outra expressiva personalidade de nossa história foi Manoel Bernardino de Oliveira Fialho, nascido no Ceará em 1892 e morto na Mata Velha em 1942. Manoel Bernardino como era conhecido chegou no Maranhão por volta de 1900 passando pela cidade de Codó e Mirador. Depois morou por uns tempos no Povoado Palmas do antigo Curador e em 1916 fixou residência na Mata Velha. A Mata Velha crescia em povoação para onde vieram muitas levas de outros lugares do Maranhão, de outros estados, especialmente do Ceará, Piauí e Pernambuco, dentre os quais destacou-se Manoel Bernardino de Oliveira Fialho, que logo revelou-se o grande líder que era, um trabalhador e desbravador dessas plagas, que ajudou atrair homens e mulheres que vieram em busca de dias melhores. Um homem com uma inteligência e formação acima da média da população da época. No início do ano de 1922 ele e uma pequena comissão tiveram a coragem cívica de ir até a Codó no lombo de mulas representando a população para pedir que a Prefeitura contratasse uma professora para ensinar a população da Mata Velha a ler, escrever e fazer as quatro operações de contas. Em resposta ao pleito o prefeito de Codó, com o apoio do Governador Urbano Santos da Costa Araújo, provavelmente ainda no início do mês de janeiro enviou uma tropa policial comandada pelo tenente Henrique Dias, com a missão de “dar um corretivo” naquela população revoltosa, que apenas estava ávida e reinvincava, já naquela época, diga-se de passagem, por Educação para eles e seus filhos. O resultado foi o fuzilamento de trabalhadores inocentes nas mediações da Rua Velha próximo ao velho Pé de Tamarindo, que assistiu a tudo atônito, sem nada entender os motivos de tanta brutalidade e autoritarismo do poder constituído. Depois do acontecido a população veio a saber que Manoel Bernardino era comunista e revolucionário e correspondente da famosa Coluna Prestes e, que por isso, o Prefeito de Codó e o Governador do Estado lhe aplicaram “um corretivo”. A resposta do poder público, segundo diziam, era o combate pelo o Estado do movimento Revolucionário dos comunistas. Cerca de seis anos depois desse triste episódio, em 1928, foi fundada a primeira escola municipal, regida pela professora Guilhermina Chaves. Em 1931 a Mata já contava quase 1.000 habitantes e, por isso, foi eleva a categoria de Vila Pedro II, em homenagem ao Imperador do Brasil Dom Pedro II, segundo dados da Coleção de Monografias Municipais do IBGE.
A povoação deslocou-se da Mata Velha e expandiu-se rumo a Mata Nova que teve como primeiro habitante o Manoel do Nascimento. Por isso, a Mata Nova ficou conhecida depois como Mata do Nascimento. Esta região onde hoje fica cravado a sede do Município de Dom Pedro entre serras. Aqui as populações multiplicaram-se rapidamente porque esta gleba era rica em água, tinha muitas fontes e as terras da Mata Velha estavam já não tinham a mesma produtividade no cultivo de arroz, milho, feijão e algodão. A Mata Nova era abundante em recursos hídricos, inclusive a mais expressiva fonte de água é o Igarapé Machado, abandonado pelo poder público municipal, pela Câmara de Vereadores, pela sociedade como um todo, maltratado e entupido pela ignorância de alguns e a cobiça de tantos outros. É muito bom lembrar que o principal atrativo da povoação da Mata Nova, hoje Dom Pedro, foi recursos hídricos, água cristalina, de boa cepa. E curiosamente um dos maiores problemas da cidade hoje é exatamente a falta do líquido precioso. E mesmo assim continuamos entupindo o Igarapé Machado, outras fontes naturais de água indispensáveis ao equilíbrio de nosso município. Além da riqueza em água e boas terras, a Mata Nova ficava mais próxima dos Povoados Calumbi, Palma e evidentemente do Curador, hoje Presidente Dutra, que naquela época já era referência em curar doenças à moda antiga com remédios do mato e rezas.
A Mata Nova depois virou Vila Pedro II e já em 1950 contava com uma Escola, Agência Postal, Registro Civil, e o Ministério da Agricultura já havia instalado o Campo de Sementes Pedro II.
A Vila Pedro II crescia e se desenvolvia a partir da agricultura e do comércio. A produção de arroz, milho, feijão, babaçu, algodão impulsionava a economia e demografia até que rápido para os padrões da época, segundo os registros das Cidades Novas do Brasil, do IBGE.
A população da Vila Pedro II não tinha bons motivos para continuar vinculada a opressora Codó. Deu-se o início do movimento de emancipação tendo à frente homens de grande envergadura como Alcebíades Melo Lima, Lídio Brito, Francisco Franco Ribeiro, Abdom Braid, Jorge Carcamano, Raimundo Ribeiro Viana, Ananias Costa, dentre outros. A família Ribeiro teve como maior expressão Eurico Ribeiro, que além de deputado estadual foi o mais jovem Governador que o Maranhão já teve aos 28 anos. Os estudos que realizei até aqui me levam a crer que homem que mais contribuiu para a emancipação de Dom Pedro foi Alcebíades Melo Lima, que depois veio a ser o primeiro Presidente da Câmara de Vereadores de Dom Pedro. Alcebíades soube muito bem conduzir a vontade do povo de libertar-se de Codó e construir um novo município no centro do Maranhão. A luta encontrou acolhida pelas mãos de Alcebíades junto ao Deputado Estadual Republicano Manoel de Oliveira Gomes, que que foi o autor do projeto de lei que se transformou na Lei n.º 815, de 9 de dezembro de 1952, sancionada pelo Governador Eugenio Barros. O município foi instalado em 1.º de janeiro de 1953 e o primeiro prefeito nomeado pelo Governador Eugênio Barros foi Lídio Brito, que ficou por dois anos à frente da municipalidade. Em 31 de janeiro de 1955 foi eleito o primeiro prefeito Ananias de Morais Costa e a primeira Câmara Municipal, a qual tinha a frente como Presidente o homem mais importante de que se tem notícia no processo de emancipação: Alcebíades Melo Lima, nome pouco conhecido das novas gerações, mas personagem essencial da transformação da Vila Pedro II em Dom Pedro. O jornal Folha do Maranhão Central tem os mais relevantes fragmentos da história de nosso Município publicados. O ano de 2015 estamos completando um século de povoação e 63 anos de emancipação. Viva Dom Pedro e viva o nosso Povo com paz e prosperidade.

(*) MARCO AURÉLIO GONZAGA SANTOS, dom-pedrense, advogado, político e professor da Universidade Federal do Maranhão no Centro de Ciências Sociais, Saúde e Tecnologia (CCSST) em Imperatriz da Universidade Federal do Maranhão, atualmente licenciado para acompanhar esposa Deputada Estadual Valéria Macedo em São Luís/MA.

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Como parte da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, a Secretaria Municipal da Mulher, através de sua titular Dona Fátima Sodré, promoveu na tarde da última sexta-feira 03/12/2015 um Bazar Solidário. É a segunda vez que isso acontece. O evento foi realizado na sede da Secretaria e reuniu muita gente. CINCO MIL PEÇAS DE ROUPAS masculinas e femininas, foram compradas pela prefeitura e distribuídas à população carente do município. A seleção dos beneficiários foi feita pelos agentes comunitários de saúde e pela Secretaria de Assistência Social. Cada pessoa recebeu uma senha que dava direito a levar cinco peças.

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Morreu no noite deste domingo 29/11 por volta das 20h:00m o representante comercial  Flávio Sousa Jadão de 32 anos de idade. De acordo com Testemunhas, Jadão pilotava sua moto quando nas proximidades do Posto Aliança bateu violentamente de frente com um veículo Chevrolet Agile placas NNB 1138 de Santo Antonio dos Lopes. O posto fica localizado no povoado Pedro Primeiro (Mata Velha) saída pra São Luis. Até o momento do fechamento desta matéria, o nome do condutor do Agile ainda não tinha sido divulgado. Mais informações a qualquer momento.

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Eder Lima com Gustavo Mamete ex-procurador do município na gestão da ex-prefeita Irene Soares.

Mesmo perdendo a eleição por uma diferença mínima de votos, o grupo do advogado Eder Lima mostrou prestígio junto à diretoria recém-eleita da Seccional da OAB/MA. Com apoio do também advogado Gustavo Mamede, conseguiu emplacar o advogado Jose Fillipy Andrade Gonçalves de Tuntum e próprio Gustavo Mamede no cargo de Conselheiros Estaduais da Seccional da OAB do Maranhão, um fato inédito na Subseção de Presidente Dutra. Mamede foi peça fundamental nas nomeações devido à sua força no estado e o seu prestígio junto ao novo presidente da Ordem Tiago Diaz. “Toda essa conquista é reflexo da união do nosso grupo de advogados em prol da classe”, declarou Eder Lima.

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Advogado Jose Fillipy Andrade Gonçalves de Tuntum com Eder Lima

O papel do conselheiro

O Conselheiro deve fiscalizar a aplicação da receita, apreciar o relatório anual e deliberar sobre o balanço e as contas de sua diretoria, das subseções e da Caixa de Assistência dos Advogados, além de julgar, em grau de recursos, as questões decididas por seu Presidente, por sua Diretoria, pelo Tribunal de Ética e Disciplina, pelas Diretorias das Subseções e da Caixa de Assistência dos Advogados. Também compete ao Conselho Seccional e consequentemente ao conselheiro, a edição do Regimento Interno e Resoluções, além de criação das Subseções e a Caixa de Assistência dos Advogados.

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Desde a última quinta-feira, os 82 novos policiais militares aprovados no último concurso público, estão nas ruas de Presidente Dutra em estágio supervisionado. Barreiras foram montadas nas quatro vias de acesso ao município, para dar suporte aos novos policiais e consequentemente um pouco mais tranquilidade ao cidadão. Durante três dias, carros e motos passaram por uma minuciosa revista.

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Na noite do último sábado, o trabalho da polícia militar se intensificou na zona urbana do município em frente ao prédio da 13ª CIRETRAN. Veículos e motocicletas que circulavam nos dois sentidos da Avenida José Olavo Sampaio eram fiscalizados. A polícia conferia a documentação e fazia revistas no interior dos carros.

A fiscalização não poupou ninguém, nem mesmo quem preferiu dar aquele jeitinho brasileiro parando antes barreira policial. A blitz alcançou todo mundo, de empresários a políticos.

O trabalho da policia militar visa, acima de tudo, combater o trafico de drogas na região, coibir o porte ilegal de armas e intensificar a fiscalização de motos e veículos que estejam com o IPVA atrasado. O pátio do quartel ficou lotado de motos apreendidas na blitz do final de semana. Para o comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar de Presidente Dutra, o saldo da operação, foi positivo.

No mesmo dia em que negou à prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, o direito de usar a palavra em evento oficial do Governo do Estado na cidade (reveja), o governador Flávio Dino (PCdoB) mudou a prática e o discurso em município vizinho.

Durante a passagem da comitiva dos Leões por Lagoa Grande, o prefeito Jorge de Melo não enfrentou qualquer problema para discursar, o que provocou ainda mais revolta nos eleitores da prefeita de Lago da Pedra – que foi impedida de discursar porque, segundo o comunista, aquele era um evento do governo.

A explicação, no entanto, é outra (e muito simples): Maura Jorge é adversária do grupo do governador em Lago da Pedra.

Lá, Flávio Dino marcha com o grupo do presidente do Iterma, Mauro Jorge, que, por sinal, é irmão do prefeito de Lagoa Grande.

É a mudança…

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Informações Gilberto Léda

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